sábado, 3 de agosto de 2013

ENTRE AMIGOS

ENTRE AMIGOS
 
 
Uma festa sem asneiras
Em São Pedro é que se viu:
Nas quadras, foi o Maneiras
Na gaita o Tói se exibiu.
 
E p´ra mostrar que é valente.
Comprou mais uma na feira.
E tem-na como suplente...
Na mesa de cabeceira.
 
Acharam gaitas a mais
E toda a gente se riu.
Quando o recebi dos pais...
Trouxe uma que ninguém viu.
 
Que não tem nada de mal
Isso vos garanto eu.
Só me refiro, afinal
Àquela em que ele aprendeu.
 
É simples e delicada
É fácil de manejar.
Até eu , quando inspirada,
Nela consigo tocar!
 
Desde o tango ao corridinho
Se for em tom afinado
Num ritmo muito certinho
Faz-se um bonito bailado!
 
Não fiquem pois a pensar
Que há nestas quadras, maldade
Só tenho estado a mencionar
Uma gaita, de verdade!...
 
Ausenda Ribeiro (do meu livro "Momentos"
 
foto- imagens Google
foto- imagens Google

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

OS TEUS OLHOS

OS TEUS OLHOS

1 de Agosto de 2013 às 22:39
 
 
MOTE
 
Os teus olhos meu amor
São os mais lindos que vi
Irradiam tal fulgor
P´ra me sentir presa a ti
              I
Cruzei-me contigo, na rua
Naquela noite banal
Mas uma atração sem igual
Fez-me crer que ia ser tua
Olhei e sorri p'ra lua
Acalentada por um rubor
No coração doce calor
Conclui: Fiquei assim
Ao sentir fixos em mim
OS TEUS OLHOS; MEU AMOR.
              II
Na vida há sempre uma altura
Em que a paixão nos apanha
Penetrando, em nós de entranha
Pode ser  uma loucura
Não importa não ter cura
Afirmo, p'lo que vivi
Por tudo o que já senti
Dois seres apaixonados
P´lo luar iluminados
SÃO OS MAIS LINDOS QUE VI.
              III
Feliz de quem tem por sorte
Um amor correspondido
Dá à vida outro sentido
Quando a paixão bate forte
Perdendo-se até o norte
E lindas canções de amor
Espalham no ar um fragor
Como um salpicado véu
Até as estrelas do céu
IRRADIAM TAL FULGOR.
             IV
O coração me avisou
O meu corpo p'lo teu chama
Ardendo na mesma flama
Que aquele olhar libertou
Mal o meu corpo mirou
Nessa noite eu percebi 
Foi então que aprendi
Forma p´ra nunca estar só
No nosso amor dei um nó
P´RA ME SENTIR PRESA A TIi.
 
Ausenda Ribeiro
 
Foto - imagens 
Google
Foto - imagens Google


UNIDADE

UNIDADE

1 de Agosto de 2013 às 0:06
MOTE (dado para um concurso há mais de 20 anos)
 
Companheiro não te dividas
Tudo está na tua mão
Só roldana e corda unidas
Vão erguendo a construção.
                  I
Esse fascismo de enganos
Não julgues ter já vencido
Está apenas adormecido
P´la manha de muitos anos
Daqueles que só derrotamos
Seguindo em filas  unidas
Ideias bem definidas
Caminhando lado a lado
E p'ra que não volte o passado
COMPANHEIRO NÃO TE DIVIDAS
                 II
Tu, no campo és cavador
Na construção és pedreiro
Na fábrica és o primeiro
Na escola és professor
No tribunal és doutor
És mestre a fazer pão
Reflete bem meu irmão:
Se do barco não perderes o leme
E não deixares que outro o reme
TUDO ESTÁ NA TUA MÃO
                 III
Lá diz o velho ditado:
Que "a união faz a força"
Não quebra mesmo que torça
Se o esforço for bem conjugado
E seguir sempre guiado
Pelas ideias contidas
Nas palavras proferidas
Por boca sábia de gente
Que as gravou em sua mente:
SÓ ROLDANA E CORDA UNIDAS
                IV
Há quem pretenda derrubar
Algo que foi construído
E, em parte, o tem conseguido
Porque te deixaste iludir
Pelos que querem dividir
E fomentar a desunião.
Mas à desordem diz sempre não
Tem presente esta verdade:
Amor, paz e unidade
VÃO ERGUENDO A CONSTRUÇÂO
 
Ausenda Ribeiro