quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A LÁGRIMA E O SORRISO

A LÁGRIMA E O SORRISO
 
Nem sempre  uma lágrima lava a tristeza
Nem sempre um sorriso beija a alegria
A vida é um místico de magia
Ditado, pela própria Natureza.
 
Quantas vezes, lágrima e sorriso
Se envolvem num clima de sedução
Enlevados numa mesma ilusão
Não sabendo, se são choro, se riso.
 
No cristal d'uma, d'outro na beleza
Se inspiram poetas em sintonia
Fazem das rimas a sua riqueza!
 
Verdadeiros hinos em harmonia
A lágrima e o sorriso com destreza
Unem numa perfeita melodia.
 
Ausenda Ribeiro
 
imagem google
 
Imagem  Google
 
 
 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

SER POETA

SER POETA
 
Ser poeta é viver em euforia
E num desassossego permanente
Preencher de sonhos a sua mente
Construir um mundo de fantasia.
 
É viajar além do pensamento
Numa mágica teia de ilusões
Mergulhar em impossíveis paixões
Iludir o próprio sentimento.
 
Mas porque fez Deus o poeta assim?
P'ra dar cor à vida de quem o lê
Pairando no ar puro dum jardim.
 
É tão belo o que o leitor sente e vê
Que, com convicção afirmo, por mim,
Como o poeta, não há quem lho dê!
 
Ausenda Ribeiro
imagem- Google
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domingo, 1 de setembro de 2013

FASCÍNIO

FASCÍNIO

Sento-me fascinada à beira mar
Olho aquela imensidão azulada
Esquecendo tudo, vai enlevada
Nas ondas, minha mente a navegar...

Entrego-me, nos braços de Afrodite
Libido, sinto o teu olhar em mim
Aconchegas-me com tal frenesim
Que, do tu e do eu, perco o limite...

Nossas bocas sofregamente vão
De beijo em beijo se saboreando
Móbil da loucura de uma paixão...

Pouco a pouco a mente vai ancorando
Controla o leme do meu coração
O êxtase em mim se vai apagando...

Ausenda Ribeiro

Foto imagens Google
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sábado, 31 de agosto de 2013

REVOLTA NA COZINHA

REVOLTA NA COZINHA
 
 
Na minha cozinha um dia
Houve grande confusão
Andou toda a loiçaria
Numa quente discussão.
 
Apliquei bem o ouvido
A revolta era c'o tacho
Por ele ser preferido
Desde o comuna ao facho.
 
"Nada fiz p'ra merecer 
De todos tanto agrado
Quem é que mandou fazer
Tantos tachos p´ro mercado?"
 
"Vamos todos protestar"
Diz a panela em tom lento
"Um carro nos vai levar
Amanhã ao Parlamento!"
 
"Tem calma diz a sertã
 Um pouco envergonhada
" Não vamos já amanhã
 Estou muito mascarrada."
 
A esguia cafeteira
Diz logo toda emproada
" Não te rales companheira
Dou-te já uma banhada!"
 
Rindo o tacho à gargalhada
Diz do seu pedestal:
"Por mais que sejas esfregada,
Ficas sempre a cheirar mal!!!"
 
"Cala-te tacho encardido
Não serves a quem precisa
És sempre atribuído
A quem já usa divisa!"
 
"Chama-me o que quiseres
Do meu destino não fujo
Se bom exame fizeres
O que há mais é tacho sujo"
 
Numa gaveta arrumada
Lá pensava o talher
"Entre tacho e panelada
Nunca metas a colher!"
 
Chegados ao Parlamento
Só o tacho teve entrada
Mais um menos um lá dentro
Não suja a roupa lavada!
 
Ausenda Ribeiro
 
 
 
 

AMANHECER NO ALENTEJO


AMANHECER NO ALENTEJO

Acorda o Sol sorrindo no Levante
Gotas de orvalho brilham sobre flores
De doces sonhos despertam amores
O olhar brilha como diamante.

A planície toma suas cores
Qu'o dourado sol deixa fascinante
A Lua, espreita embora já distante
P'ra inda dela inspirar seus odores .

E para que o Céu também se encante
Vão até ele suaves fragores
Ao sabor duma brisa embriagante.

Recebe a manhã imensos louvores
Vaidosa segue p'lo dia adiante
Na noite deposita seus valores.




foto- imagens Google

FASCÍNIO



FASCÍNIO

Sento-me fascinada à beira mar
Olho aquela imensidão azulada
Esquecendo tudo, vai enlevada
Nas ondas, minha mente a navegar...

Entrego-me, nos braços de Afrodite
Libido, sinto o teu olhar em mim
Aconchegas-me com tal frenesim
Que, do tu e do eu, perco o limite...

Nossas bocas sofregamente vão
De beijo em beijo se saboreando
Móbil da loucura de uma paixão...

Pouco a pouco a mente vai ancorando
Controla o leme do meu coração
O êxtase em mim se vai apagando...
 
Ausenda Ribeiro

domingo, 18 de agosto de 2013

NOITE DE VERÃO NOS CAMPOS DO ALENTEJO

NOITE DE VERÃO NOS CAMPOS DO ALENTEJO

Mal o sol se esconde no horizonte
Começa o céu a brilhar cintilante
Feliz, vem beijar a terra escaldante
Roçar os lábios em cada fonte.

Sob um véu de estrelas fazem amor
Estonteantes, loucos de paixão
Deixando-se levar pela emoção
Esquecem o que existe em seu redor.

Lentamente a lua vem espreitar
Triste por quebrar o encantamento
Mas ela, a Ordem não pode alterar

E os amantes, sem constrangimento
Com ternura, saúdam o luar
Felizes, pelo seu doce momento!


 Ausenda Ribeiro