quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Natal
Natal, tempo de paz, perdão, amor.
Corações abrindo de par em par...
Aqui e além tudo faz lembrar,
Que nasceu Jesus, Nosso Salvador.
Cessa-se a guerra porque é Natal,
O Menino não quer hostilidade.
Andou no Mundo a espalhar bondade,
Que há-de cobrar no juízo final.
Se o sentido do Natal é tão forte,
Que tem a força de parar uma guerra,
Dando lugar à vida e não à morte,
Porquê, a vil maldade não se encerra,
Bem longe do Mundo e nos dá, por sorte,
O Natal, um ano inteiro, na Terra?!
Autora- Ausenda Ribeiro
domingo, 11 de dezembro de 2011
DIZENDO O QUE SINTO
Qu´importa nos cabelos a brancura
As imensas preguinhas no meu rosto
Se minha alma nada num mar d´alvura
Ao me sentir avó com tanto gosto?!...
Com tal ternura bat´o coração
"Tique taque" cheio de juventude
Do amor já não sei a dimensão
Tamanho poder tem sua virtude!...
Terceiro neto, ventur´a infinita
Com ele eu esqueç´a luta que travo
Torna-m´a vida muito mais bonita!...
Enquanto no meu íntimo gravo
As palavras que minh´a alma me dita
Par´o meu amor chamado Gustavo!...
Autora- Ausenda Ribeiro
19-10 de 2011 (dia em que o meu Gustavo fez 2 anitos)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
IMPRESSIONÁVEL... IMPRESSIONANTE... OU SIMPLESMENTE SIMPLES IMPRESSÃO?
Certa gente é tão impressionável
Que ao ver alguém sangrar, cobre o rosto
Não sabe qu´ este sangra de desgosto
Por não receber um só gesto afável...
É impressionante!... Sangra a alma,
Sangra o corpo... tamanha indiferença
Se sente, nos que têm força imensa
E s´ocultam com descarada calma!
Vivendo num ímpeto infernal
Meu espírito em tal confusão
Se interroga e conclui, afinal...
Certo que vivemos num mundo cão
Salvaguardando o "Nobre Animal"
Ou simplesmente, simples impressão?!?!?!
Autora- Ausenda Ribeiro
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
PRIMAVERA
Manto de lindas pétalas bordado
Envolve a Natureza, colorindo,
Numa magia de tons salpicando,
O solo deste Alentejo, tão lindo.
Vou minha mente em repouso espraiar
De aromas e cores minha alma encher
Assim, mal a Primavera chegar,
As máculas do Inverno esquecer.
No Céu , o Sol vai de novo brilhar
A sua luz fará resplandecer
E, com tal, arte as nuvens expulsar.
Enquanto sonhas, sempre sorrindo
Meu Alentejo privilegiado............
De mansinho a Primavera vem vindo!
Autora- Ausenda Ribeiro
Envolve a Natureza, colorindo,
Numa magia de tons salpicando,
O solo deste Alentejo, tão lindo.
Vou minha mente em repouso espraiar
De aromas e cores minha alma encher
Assim, mal a Primavera chegar,
As máculas do Inverno esquecer.
No Céu , o Sol vai de novo brilhar
A sua luz fará resplandecer
E, com tal, arte as nuvens expulsar.
Enquanto sonhas, sempre sorrindo
Meu Alentejo privilegiado............
De mansinho a Primavera vem vindo!
Autora- Ausenda Ribeiro
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
PASSEIO MATINAL
De manhã fui ao jardim
Visitar cravos e rosas
Dei um beijinho ao jasmim
Acarinhei as mimosas.
Diz-me assim o malmequer:
"Então eu não sou ninguém?
Olha que toda a mulher
Me pergunta p´lo seu bem!"
Não te armes em tolinho
Sabes como de ti gosto
E olhando-o de mansinho
Acariciei-lhe o rosto.
Reparei que na verdade
O narciso se amuou
Pois toda a sua vaidade
É do mimo que lhe dou.
Fiz-lhe uma concha c´oa mão
Sorri-lhe com amizade
E logo o seu coração
Transbordou felicidade.
Percorri todo o jardim
Olhando as flores que plantei
E dei um pouco de mim
A todas que lá criei.
Deste passeio matinal
Aproveitei a lição
Só é feliz, afinal
Quem se dá com coração.
Autora-Ausenda Ribeiro
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
QUEM ME DERA
Quem me dera ser poeta
Para escrever sobre o mar
E duma forma correcta
Nas suas ondas rimar.
Quem me dera ser pintor
Para o mar poder pintar
Pôr numa tela a rigor
O que vê o meu olhar.
Quem me dera ser actor
Para saber declamar
Um poema só de amor
Como sinto pelo mar.
Quem me dera ser marujo
P´ra viver no alto mar
O navio ser meu refúgio
Nas horas de meditar.
Autora- Ausenda Ribeiro
terça-feira, 8 de novembro de 2011
FOLHAS VIVAS
Caem folhas uma a uma
No chão da minha memória
Que em estrofes as arruma
Cada qual na sua história.
São lindas a verdejar
Na Primavera e no Verão
Castanhas são de encantar
Amarelas vão ao chão.
Passam por várias cores
Quando chega o Outono
Tal como os grandes amores
Votados ao abandono.
Em calma meditação
O Inverno as recolhe
Assim, a inspiração
Braço e caneta me tolhe.
Autora- Ausenda Ribeiro
No chão da minha memória
Que em estrofes as arruma
Cada qual na sua história.
São lindas a verdejar
Na Primavera e no Verão
Castanhas são de encantar
Amarelas vão ao chão.
Passam por várias cores
Quando chega o Outono
Tal como os grandes amores
Votados ao abandono.
Em calma meditação
O Inverno as recolhe
Assim, a inspiração
Braço e caneta me tolhe.
Autora- Ausenda Ribeiro
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