NAMORO
De mãos dadas
Entrelaçadas
Afagadas
Ao luar ... a passear ... a namorar ...
De lábios colados
Enamorados
Entrelaçados
Ao luar ... a passear ... a namorar ...
De corpos enleados
Abraçados
Afagados
Ao luar ... a passear ... a namorar ...
Quarenta e quatro anos passados
Casados
Multiplicados
Enamorados
Abraçados
De corpos enleados
De lábios colados
De mãos dadas
Ao luar ... a passear ... a namorar ...
sábado, 25 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
ANCIÃO
ANCIÃO
Teima o sorriso no rosto enrugado.
Brilha nos olhos a sabedoria.
Perde-se no tempo a sua alegria,
Pesam os anos no corpo curvado.
Vê no Inverno o Verão esquecido.
Passa p'lo Outono com certa destreza.
Guarda na alma a sua nobreza,
Aquece-lhe o peito, o fulgor perdido.
Treme-lhe o queixo, é só emoção...
Escapa uma lágrima de saudade,
Conserva na mente a sua mocidade.
Tolhem-lhe as pernas... caminha ancião!
Ausenda Ribeiro
Teima o sorriso no rosto enrugado.
Brilha nos olhos a sabedoria.
Perde-se no tempo a sua alegria,
Pesam os anos no corpo curvado.
Vê no Inverno o Verão esquecido.
Passa p'lo Outono com certa destreza.
Guarda na alma a sua nobreza,
Aquece-lhe o peito, o fulgor perdido.
Treme-lhe o queixo, é só emoção...
Escapa uma lágrima de saudade,
Conserva na mente a sua mocidade.
Tolhem-lhe as pernas... caminha ancião!
Ausenda Ribeiro
quinta-feira, 25 de abril de 2013
FADO TRISTE
Passaste por mim na rua
Sem olhar os olhos meus
Sentindo que era tua
Queria ficar presa aos teus
Foi tão grande a nostalgia
Que em meu coração entrou
Não sei bem o que temia
Só sei o que em mim ficou
Mágoas vividas
Emoções sentidas
A alma me chora
A minha vida, assim destruída
Naquela hora
Dor sofrimento
Constrangimento, desilusão
Ai como dói e se destrói
Um coração
Ao sentir-me abandonada
Julguei que não resistia
Logo soube que era amada
Por alguém que merecia
Nunca mais passes por mim
Sem olhar os olhos meus
Eu prefiro mesmo assim
Ver neles um só adeus
Mágoas vividas
Emoções sentidas
A alma me chora
A minha vida, assim destruída
Naquela hora
Dor sofrimento
Constrangimento, desilusão
Ai como dói e se destrói
Um coração
Ausenda Ribeiro
Sem olhar os olhos meus
Sentindo que era tua
Queria ficar presa aos teus
Foi tão grande a nostalgia
Que em meu coração entrou
Não sei bem o que temia
Só sei o que em mim ficou
Mágoas vividas
Emoções sentidas
A alma me chora
A minha vida, assim destruída
Naquela hora
Dor sofrimento
Constrangimento, desilusão
Ai como dói e se destrói
Um coração
Ao sentir-me abandonada
Julguei que não resistia
Logo soube que era amada
Por alguém que merecia
Nunca mais passes por mim
Sem olhar os olhos meus
Eu prefiro mesmo assim
Ver neles um só adeus
Mágoas vividas
Emoções sentidas
A alma me chora
A minha vida, assim destruída
Naquela hora
Dor sofrimento
Constrangimento, desilusão
Ai como dói e se destrói
Um coração
Ausenda Ribeiro
quarta-feira, 3 de abril de 2013
UM CASO INSÓLITO
Espreitei pela janela
Julgando que sol veria
Só cinzento, através dela
Vi, e perdi minha alegria.
A janela então fechei
E fui pintar uma tela
No arco- íris me inspirei
E o pintei à luz da vela.
Afugentei a tristeza
Colori com tal amor
Vi, então, a Natureza
Coberta de tanta cor!
Isto deve ser magia!
Não tenho arte de pintora!
Se na alma há poesia...
Na mente o engenho mora...
Tão deslumbrada fiquei
C'o a transformação sofrida
Que à janela voltei
Para gritar:" Viva a vida" !
E olhando o firmamento
Um arco-íris esplendoroso
Beijou-me o rosto c'o vento
Num gesto bem fervoroso!
Confesso, atónita estou
Só pode ser fantasia
O arco-íris me beijou
E ele me trouxe a alegria!...?
Não vou contar a ninguém
Pensarão que enlouqueci
De certeza que estou bem
E aquilo que vi eu vi!...
quarta-feira, 27 de março de 2013
O GRITO DA LIBERDADE
Mote
O
grito da Liberdade
Encontrou eco em Abril
Silenciou, na verdade
A voz do fascismo vil
I
Marcado
ficou o dia
Que
tanto fora sonhado
Discutido,
imaginado
Como
um toque de magia
Ao
povo deu a alegria
De
se livrar da maldade
E
com certa ansiedade
Toda
a gente se expandiu
Portugal
inteiro ouviu
O
GRITO DA LIBERDADE.
II
Muito
p’ra lá da fronteira
O
júbilo se espalhou
E
logo se anunciou
Notícia,
em mão primeira
Por
sorte, bem verdadeira
Que
neste país anil
De
forma muito subtil
Antes
do romper do dia
O
som da democracia
ENCONTROU
ECO EM ABRIL.
III
"Depois do Adeus", se cantou
"Grândola Vila Morena"
Na madrugada serena
Outro ideal se elevou
Nova mensagem passou
"Terra da Fraternidade"
O hino da liberdade
Enfrentou a ditadura
Até a própria censura
SILENCIOU NA VERDADE.
IV
Dento das Forças Armadas
Os capitães destemidos
Projectos bem definidos
Ideias organizadas
E sem armas apontadas
Em vinte e cinco de Abril
Depondo o poder civil
Um grupo de revoltou
Com cravos rubros calou
A VOZ DO
FASCISMO VIL.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Grito Poético
Soltai palavras, sentidas vividas,
Sonhadas, imaginadas, caladas.
Gritai todas as emoções, contidas
Nas paixões tantas vezes abafadas.
Abri vossos corações para a vida
Amai quanto a alma o permitir
Assim, o espírito irá sorrir
Numa libertação jamais sentida.
Hoje o mundo é de todos os poetas
Dai à poesia tudo o que ela merece
P'ra que as trovas atinjam suas metas.
A Natureza ao poeta agradece
As palavras belas e tão certas
Com qu´em, cada poema, a enternece.
Soltai palavras, sentidas vividas,
Sonhadas, imaginadas, caladas.
Gritai todas as emoções, contidas
Nas paixões tantas vezes abafadas.
Abri vossos corações para a vida
Amai quanto a alma o permitir
Assim, o espírito irá sorrir
Numa libertação jamais sentida.
Hoje o mundo é de todos os poetas
Dai à poesia tudo o que ela merece
P'ra que as trovas atinjam suas metas.
A Natureza ao poeta agradece
As palavras belas e tão certas
Com qu´em, cada poema, a enternece.
quarta-feira, 20 de março de 2013
FELICIDADE PODE ESTAR:
No perfume duma flor
Num toque fugaz de amante
Num beijo terno de amor
Ou num olhar suplicante
Numa gotinha de orvalho
A despertar a marcela
Numa avezinha num galho
Depois de escapar à cela
No vento que, de mansinho
Beija um rosto de criança
Na alma dum pobrezinho
Acalentando esperança
Neste dia dedicado
A este bem precioso
Devia ser emendado
O " mundo" pernicioso.
No perfume duma flor
Num toque fugaz de amante
Num beijo terno de amor
Ou num olhar suplicante
Numa gotinha de orvalho
A despertar a marcela
Numa avezinha num galho
Depois de escapar à cela
No vento que, de mansinho
Beija um rosto de criança
Na alma dum pobrezinho
Acalentando esperança
Neste dia dedicado
A este bem precioso
Devia ser emendado
O " mundo" pernicioso.
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