sexta-feira, 2 de agosto de 2013

UNIDADE

UNIDADE

1 de Agosto de 2013 às 0:06
MOTE (dado para um concurso há mais de 20 anos)
 
Companheiro não te dividas
Tudo está na tua mão
Só roldana e corda unidas
Vão erguendo a construção.
                  I
Esse fascismo de enganos
Não julgues ter já vencido
Está apenas adormecido
P´la manha de muitos anos
Daqueles que só derrotamos
Seguindo em filas  unidas
Ideias bem definidas
Caminhando lado a lado
E p'ra que não volte o passado
COMPANHEIRO NÃO TE DIVIDAS
                 II
Tu, no campo és cavador
Na construção és pedreiro
Na fábrica és o primeiro
Na escola és professor
No tribunal és doutor
És mestre a fazer pão
Reflete bem meu irmão:
Se do barco não perderes o leme
E não deixares que outro o reme
TUDO ESTÁ NA TUA MÃO
                 III
Lá diz o velho ditado:
Que "a união faz a força"
Não quebra mesmo que torça
Se o esforço for bem conjugado
E seguir sempre guiado
Pelas ideias contidas
Nas palavras proferidas
Por boca sábia de gente
Que as gravou em sua mente:
SÓ ROLDANA E CORDA UNIDAS
                IV
Há quem pretenda derrubar
Algo que foi construído
E, em parte, o tem conseguido
Porque te deixaste iludir
Pelos que querem dividir
E fomentar a desunião.
Mas à desordem diz sempre não
Tem presente esta verdade:
Amor, paz e unidade
VÃO ERGUENDO A CONSTRUÇÂO
 
Ausenda Ribeiro

segunda-feira, 22 de julho de 2013

SAUDADE

Saudade

Palavra suave e tão agressiva,
Que se apoderou do meu coração
Roubando-lhe a alegria, a emoção
De bater feliz, p'la minha mãe viva

Só pode descrevê-la quem a sente,
Causando tanta dor e sofrimento
Em meu peito guardo este sentimento:
A saudade da minha mãe "ausente"

Tema bonito para se cantar
Nobre inspiração, na realidade,
Que a veia poética faz rimar.

Se entoa com tanta sonoridade.
Doce de enternecer ao soletrar,
Mas corrói-me tão fundo esta saudade!

Ausenda Ribeiro (do meu livro "Momentos")

- Faz hoje 15 anos que a minha mãe partiu -


Foto- imagens 
Google
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AMOR COLORIDO

AMOR COLORIDO

Foi na linda Terena que Cupido
Atingiu em cheio meu coração
Deixando nele o fogo da paixão
Que nenhum percalço o tem extinguido.

Nos belos bailaricos do jardim
Aos sons românticos, rodopiando
As primeiras sensações, despertando
Descobri que o amor começa assim.

Cinquenta e dois anos decorridos
Em minha alma sempre estarão presentes
Aqueles momentos, ali vividos.

Em silêncio, promessas ardentes
Os juramentos que foram cumpridos
Até hoje se mantêm consistentes.

Ausenda Ribeiro

Foto- imagens google
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sexta-feira, 19 de julho de 2013

FADO DO ENTALADO

FADO DO ENTALADO

 

 

Dona Bia foi à dança

E dançou até fartar.

Gente assim, nunca se cansa

Mesmo se alguém a pisar.

 

“Irra … Grande pisadela

Me deram no meu mindinho!

Não desisto –  pensou  ela –

Nem que dance ao pé cochinho.

 

De brincar ao Carnaval

Eu cá, não vou desistir.

Pararei no hospital

Se, amanhã ,não resistir.”

 

Bem pensado, melhor feito

E sem vacilar de medo,

Foi em braços e com jeito

Lá lhe entalaram o dedo.

 

E sem deixar de sorrir

Já depois de entalada:

“Fui para me divertir

E agora estou amolada.”

 

“Sinto-me meio vingado

- Diz-lhe o marido, em segredo –

Por me teres entalado

Tantas vezes, o meu dedo”

 

Olha p’ra ele com malícia

E diz, com ar divertido:

“Esse ato é uma delícia!

Já te esqueceste … marido?

 

Ausenda Ribeiro
 
 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ESPERANÇA

Esperança
 
 
Alentejo das espigas douradas
Em ondas escaldantes dançam no ar.
Acalentando nesse seu dançar,
O sonho das papoilas encarnadas.
 
A erva daninha ao entrar na dança
Destrói o sonho, há tanto sonhado.
Alentejo não vai ser refrescado
Pela suave brisa da mudança.
 
E a voz da revolta soa entoada,
Meio perdida, por entre os trigais
Como que, pela sorte abandonada.
 
Sente-se batida por ventos tais,
Protesta e grita ao ser açoitada:
Alentejo sem papoilas, jamais!
 
 
Ausenda Ribeiro
Do meu livro “Momentos”
 
 
foto- imagens Google

ALENTEJO

ALENTEJO

Na planície repouso o meu olhar.
Na terra escaldante aqueço a minha alma.
No Céu bem azul busco minha calma
E peço ao Sol para me iluminar.

Na seara ondulante sinto a paz,
Que convida a amar na noite quente.
Embala os amantes num ritmo ardente,
Mistura de sonho que o amor faz.

O mar veio de visita, não parou
Na terra morena p’ra descansar,
E a planície, tão calma ficou!

De dia tens sol, de noite luar.
A mãe Natureza assim te fadou
Meu Alentejo, como não te amar?


Ausenda Ribeiro
(do meu livro “Momentos”)




Foto - Imagens Google

quarta-feira, 3 de julho de 2013

UMA CERTEZA A QUE JUNTO UM DESEJO

UMA CERTEZA A QUE JUNTO UM DESEJO

Tenho um encontro com hora marcada
Num lugar de onde não retornarei
Tantas rosas amarelas, eu sei...
Um sarau farão à minha chegada.

Não quero lágrimas em meu redor
Mas sim que de todos os olhos brotem
As pétalas que das rosas se soltem
Entoando, alegres hinos de amor.

As aves irão cantar de alegria
A compasso, corações baterão
Pelo ar espalhar-se-á magia.

Nos lábios, sorrisos pairarão
Pois que, na vida, eu muito sorria
O meu sorriso, sempre lembrarão!...

Ausenda Ribeiro



foto- imagens Google